SANGUE DE DRAGÃO: seus usos e histórias

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Croton lechleriAlgumas árvores do gênero Dracaena (cerca de 40 espécies) produzem uma seiva avermelhada quando a casca é retirada ou cortada. A maioria das espécies do gênero Dracaena,  são nativas da África, com algumas no sul da Ásia e uma espécie na América Central. Quase todas essas árvores que possuem essa seiva avermelhada ficaram conhecidas como “sangue de dragão” e se popularizaram pelo mundo desde meados do século XV. Mas sabemos que as propriedades dessa planta variam, dependendo da espécie da planta usada como fonte de “sangue de dragão”. Por isso, fique atento ao nome científico da planta que deu origem a seiva avermelhada que você está utilizando.

Várias espécies de Dracaena são árvores de grande porte, e são conhecidos pelo nome comum de árvore de dragão, dragoeiro, entre outros. Todas elas de maneira geral são conhecidas por suas propriedades curativas, apesar de pertencerem a famílias botânicas distintas e estarem espalhadas em diferentes biomas pelo planeta.

                                                    Dracaena draco

Talvez a árvore mais conhecida destas espécies fosse a árvore das Ilhas Canárias (Dracaena draco), originalmente encontrado nas ilhas Canárias, Cabo Verde, da Madeira, e partes de Marrocos ocidental. Atualmente é cultivada como uma planta ornamental, devido à sua forma exuberante. Mas durante o período da Roma antiga o “sangue de dragão” era utilizado de diversas formas, como por exemplo, corante na culinária, remédio na medicina, e incenso na alquimia. Isso tudo porque havia uma lenda contada pelos navegantes que diziam que este liquido avermelhado era o resultado da luta que acontecia nas Ilhas Canárias entre dragões e elefantes. O sangue dos animais em batalha era recolhido e usado como uma poção mágica que poderia resolver qualquer tipo de problemas de doenças humanas e problemas espirituais. Mas décadas depois essa historia de batalha foi desmascarada e então descobriram que o liquido avermelhado era extraído da árvore “sangue de dragão” (hoje conhecida como Dracaena draco).

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                                Indígena Guanche

Ainda nas Ilhas Canárias, os indígenas guanches faziam rituais ao redor desta árvore (Dracaena draco), pois acreditavam no seu poder curativo e mágico.

Na América Central e Amazônia temos a espécie Croton lechleri , também conhecida como “sangue de dragão”, e que é tradicionalmente utilizada pelos povos da floresta para tratar feridas na pele e impedir que elas infeccionem, agindo como poderoso cicatrizante. Por exemplo, alguns povos indígenas fazem banho de assento com o “sangue de dragão” antes do parto afim diminuir as dores e os sangramentos.

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                                                                                 Croton lechleri

Entretanto, essa seiva também pode ser utilizada com outras finalidades terapêuticas e medicinais, como rejuvenescedor, por ser altamente antioxidante e estimular a síntese de colágeno, além de auxiliar a diminuir rugas e flacidez. É ainda um potente anti-inflamatório, antibacteriano, antivirótico e analgésico. Muito benéfico se misturado a cosméticos para rosto e corpo, para evitar os sinais de envelhecimento, para regeneração, proteção e bem estar da pele. A seiva de “sangue de dragão” é rica também em picnogenol, um extrato natural que combate as doenças degenerativas, elimina os radicais livres, combate o envelhecimento precoce e o aparecimento de manchas na pele. Age rejuvenescendo a epiderme e prevenindo o aparecimento de manchas.

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                       Croton lechleri

Pesquisas realizadas na Universidade de Calgary, no Canadá, mostraram que ele é um potente inibidor da inflamação e da dor, sendo esta seiva pode ser utilizada no tratamento e alívio do reumatismo, artrites e artroses, assim como dores ocasionadas por herpes zóster, inflamação do nervo trigêmeo, LER, bursite, torções e fibromialgia. O “sangue de dragão” também pode ser associado em creme ou gel (em porcentagens de 3-5% total) a outros óleos essenciais anti-inflamatórios como a copaíba, orégano, gengibre ou wintergreen, ajudando a potencializar seu efeito.

A seiva desta espécie Croton lechleri  possui alta capacidade regenerativa e cicatrizante, que é excelente no tratamento de úlceras gástricas, visto que ajuda a reconstruir a estrutura do estômago e reduz a chance de a doença continuar se desenvolvendo. Para obter a ação antioxidante desta seiva, consuma de 5 a 10 gotas por dia, diluídas em água. O tempo recomendado de uso contínuo varia de 14 a 30 dias. O uso prolongado e excessivo desse produto pode causar reações adversas.

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                            Daemonorops draco

Outra espécie, Daemonorops draco, originária da Indonésia e Ìndia, é extraída uma resina que endurece em contato com o ar e que é usada como incenso. Seu uso é para limpeza energética de ambientes com energia de cargas negativas, vibrando proteção e coragem em rituais de alta magia. É um excelente purificador  que traz fortalecimento ao objetivo que está sendo empregado. Acalma mentes ansiosas durante a meditação, evocando a energia do amor.

Percebemos de maneira geral que o “sangue de dragão” é uma árvore muito poderosa e que deve ser preservada e divulgada seus benefícios para que  máximo de pessoas na atualidade se curem.

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